4 de setembro de 2011
"Ando
um pouco sem paciência com gente que usa muitas fantasias. Acho que
devemos tirar roupas, acessórios e maquiagens. Jogar as aparências no
lixo. Ficar apenas com o melhor que temos: a essência. Usar e
abusar dela. É claro que a gente não deve confundir sinceridade com cara
de pau e honestidade com grosseria. São coisas diferentes. Devemos,
sim, ser honestos, leais, francos. Mas em hipótese alguma a gente tem
que usar a sinceridade como escudo, como proteção, como arma.
Dizer a verdade não quer dizer
ofender, humilhar e maltratar. Dizer a verdade é ser você mesmo, não
mentir, não agir de má fé. Hoje em dia todo mundo só quer tirar o seu da
reta. Procurar um culpado. Tirar o corpo fora. Dizer não-fui-eu. É
fácil apontar o dedo. Difícil é assumir a culpa e pagar por isso.
Não gosto de aparências. Não gosto de jogo."
(Clarissa Corrêa)
Igualzinho ao que acontece com todas as pessoas,

num trecho ou outro da estrada, eu já senti tanta dor que parecia que os golpes haviam me quebrado toda por dentro. Não sabia se era possível juntar os pedaços, por onde começar, nem se o cansaço me permitiria movimentos na direção de qualquer tentativa. Quando o susto é grande e dói assim, a gente precisa de algum tempo para recuperar o fôlego outra vez. Para voltar a caminhar sem contrair tanto os ombros e a vida. Um espaço para a gente quase se reinventar.
O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega."
"Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada
não me roubem a capacidade de encanto."
A. Jácomo.
A. Jácomo.
1 de setembro de 2011
E de repente o silêncio...
Paira no ar um certo "descontentamento".
Será a tristeza que nos ofusca, nos emudece?
O que será que vai em nossos corações na realidade?
Ao certo, só sabemos que o coração nos prega peças e que vez ou outra nos deixa em constante tristeza e nem ao menos sabemos explicar o porquê. Ou será que sabemos a resposta para os "porquês" mas não queremos enxergá-las?
E de repente o silêncio...
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